ITEM LANÇADO HÁ 34 ANOS, FORA DE CATÁLOGO. PROCURE NO MercadoLivre! - Caixa Pesquisa ao Lado
Quarto número da incrível revista KRIPTA, publicada pela Rio Gráfica e Editora (atual Editora Globo) em dezembro de 1976. Arquivo que encontrei pesquisando no 4Shared, está em boas condições de leitura na tela e impressão A4 para encadernação espiral.
Neste número, podemos saborear as seguintes histórias:
EL CID: O BOCA TORTA (História: BUD LEWIS / Desenhos: GONZALO MAYO) - A língua de Garcia Ordonez era tão torta quanto seu rosto. Ele odiava El Cid e o chamava de traidor.
A COISA MORTA (História: CARL WESSLER / Desenhos: BADIA ROMERO) - Uma herança. A família Foley. E o drama de um parente morto que retorna...
DAX, O GUERREIRO : O VAMPIRO (História e Desenhos: ESTEBAN MAROTO) - A loucura surge em um castelo antigo, quando Dax se encontra com Walenka.. mas Walenka é um vampiro!
OS DEMÔNIOS DE JEREMIAH COLD: MEU PAI ERA UM DEMÔNIO (História: BILL DUBAY / Desenhos: JOSE ORTIZ) - O chefe dos bandidos conjurava seus demônios: "Belial"! Cercado de assassinos e demônios, voltou à cidade para procurar seu filho.
CÓDIGO: MASSACRE 5: DO BERÇO PARA O TÚMULO (História: JERRY BOLDREAU / Desenhos: LEOPOLD SANCHEZ) - Fome. Controle de natalidade. Canibalismo. Assassinato legalizado. Uma revolução! Para salvar o mundo?
A SELVA (História: ARCHIE GOODWIN / Desenhos: ALL WILLIAMSON) - Na selva impenetrável, uma fuga desesperada pode conduzir, apenas, até a própria fonte do horror.
JAY ANSON (Autor de HORROR EM AMITYVILLE) - Livro de Terror
Uma grande história de terror! Um dos meus (muitos) livros favoritos, desses que já li e reli inúmeras vezes. Esse aí tem tudo para agradar aos fãs do terror: Mortes violentas, traição conjugal, RITUAIS SATÂNICOS, suspense e horror. Digitalizei eu mesmo essse livro para o Digital Source e para o Grupo Viciados em Livros há uns 3 anos atrás, pois o livro não estava mais em catálogo no Brasil. E continua fora de catálogo até hoje...
JAY ANSON - Nasceu em New York em 01/11/1921 e morreu em Palo Alto, California, em 12/03/1980.
Os romances de Jay Anson conduzem o leitor a um mundo desconhecido, fora do nosso controle, governado por forças sobrenaturais, onde se manifestam entidades demoníacas. Escritor meticuloso, suas obras revelam um conhecimento seguro tanto das questões teológicas quanto das pesquisas mais atuais realizadas nos domínios da parapsicologia.
Começou como copy-desk na redação do "Evening Journal", de New York em 1937, e mais tarde, trabalhou em publicidade. Com mais de 500 roteiros de documentários para a TV a seu crédito, ele passou a fazer parte da Professional Films, Inc, morando no Estado de Nova Iorque.
Sua obra, The Amityville Horror, foi vendida como "uma história real", e foi baseada nas experiências narradas por George Lutz e Kathlenn Lutz na 112 Ocean Avenue, em dezembro de 1975. Os Lutz venderam os direitos do livro a Anson, que tinha adicionado e adaptado alguns dos créditos originais dos Lutz. Foi feito posteriormente um filme do livro, que exemplificou essas adições.
Já 666 revela o universo maléfico e aterrorizante que se esconde numa sólida mansão vitoriana, situada na Bremerton Road, 666. Com sua atmosfera densa, repleta de surpresas sombrias, Jay Anson criou uma obra irresistível para os fãs do gênero e para todos aqueles que acreditam haver "mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia".
Quando alguém apresenta dificuldades para ler, escrever, se concentrar e/ou aprender, suas oportunidades de sucesso na escola e na vida são diminuídas. É comum que essas dificuldades sejam associadas a uma menor capacidade intelectual, porém o problema real pode ser algum Distúrbios de Aprendizagem
DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM podem ser encontrados em crianças, adolescentes e pessoas na fase adulta, eles geram dificuldades que são percebidas na escola e na vida das pessoas portadoras desses distúrbios.
Neste curso você conhecerá as Dificuldades e os Distúrbios de Aprendizagem, aprenderá suas causas, como detectá-los e tratá-los, além de conhecer qual deve ser o papel dos Pais, Professores e da Escola no tratamento dos distúrbios.
O Curso Completo com apostilas, vídeo-aulas, apoio de tutores e certificado entregue em casa está com o valor promocional de R$45,00, sem mensalidades. MATRICULE-SE AGORA! Todos os nossos Cursos são 100% Online e contam com apostilas, apoio de professor e certificado de conclusão enviado pelos correios. São cursos completos a partir de apenas R$ 20,00 VEJA AQUI A LISTA COMPLETA DOS CURSOS!
O nosso amigo Luiz Alberto Gomes, de Uberlândia, Minas Gerais, possui uma grande variedade de discos de vinil das décadas de 1960, 1970 e 1980, a uma parte deles jamais lançados em CD. Como ele tem por hobby recuperar, remasterizar e restautarar as capas dos mesmos, ele dá aos colecionadores e admiradores da música daquelas épocas a oportunidade de reviverem ou conhecerem esaas verdadeiras preciosidades, algumas esquecidas. Aos mais jovens, a chance de conhecerem essas musicas que se eternizaram. Agora o Luiz Alberto está com uma parceiria com JOÃO MARIANO RODRIGUES, de Brasília, que, segundo fiquei sabendo, também possui uma verdadeira arca do tesouro, contendo relíquias e raridades, que estão sendo postadas aos poucos no Blog do Luiz, o SÓ MÚSICA .
MAIS QUATROS SUCESSOS INTERNACIONAIS:
01 - Son Of My Father - Chicory Tip
02 - Everything's Gonna Be Alright - Christie
03 - I Love You Baby - Tony Ronald
04 - Lady Hi! Lady Ho! - Les Costa
DUSK:
01 - Angel Baby
02 - If We Just Leave Today
AFTER ALL:
01 - If You Need Me
02 - Black World
FREDDIE DAVIS:
01 - So Lucky
02 - Take Good Care Of Yourself
Para quem quiser maiores detalhes sobre essas preciosidades, conhecer, recordar e ouvir, vá até o Blog Só Música e se emocione...
Aí está mais um sensacional número do THE LONE RANGER que encontrei na Internet, escaneado e restaurado por Tarso em 22/04/2010 (informação constante no primeiro quadrinho). Assim que souber mais informações de onde foi postado originalmente este número, divulgo imediatamente aqui.
Publicado pela Editora Brasil-América Limitada, EBAL, em abril de 1970, essa edição em cores tem a seguinte aventura do Cavaleiro Mascarado:
A DAMA DE MÁSCARA
Mais um grande e raro item de colecionador, para matar saudades e não deixar esse grande herói cair no esquecimento, apesar de ser muito difícil isso acontecer...
Caso você queira adquirir um exemplar dessa revista, pode tentar a sorte no MercadoLivre, usando a caixa de pesquisa que disponibizei na barra lateral direita deste Blog. Eu mesmo já consegui várias preciosidades dessa forma!
Câncer terminal some de menino de 3 anos e desafia médicos
Harden Jordan e a mãe. Segundo médicos, casos de regressão espontânea de câncer são raríssimos Foto: Scope Features/BBC Brasil
João Fellet
Após lutar contra a leucemia ao longo de dois dos seus três anos de vida, Jordan Harden não parecia mais responder ao tratamento. Os médicos então jogaram a toalha e lhe deram algumas semanas de vida. Moradores de Wishaw, no sul da Escócia, os pais do garoto, Gary e Claire, resolveram levá-lo à Disney em Paris, para que Jordan aproveitasse os seus últimos dias. Pouco antes de partirem, porém, receberam uma ligação do hospital e ouviram uma notícia que os deixou entre eufóricos e perplexos: o último exame do garoto revelava que a doença havia desaparecido completamente.
Hoje, 18 meses depois, Jordan frequenta a escola e leva uma vida normal, como a de qualquer outro garoto saudável de 5 anos de idade. A história, narrada no último domingo pelo jornal britânico Daily Mail, intrigou médicos e jogou luz sobre os misteriosos motivos que podem fazer com que um câncer desapareça a partir da reação do sistema imunológico do próprio doente.
Regressão espontânea
Em entrevista à BBC Brasil, Jacques Tabacof, diretor do Centro Paulista de Oncologia, diz que casos como o do garoto escocês são extremamente raros, principalmente se levado em conta o tipo de câncer que o acometia. Jordan tinha leucemia linfoide aguda, câncer caracterizado pela produção maligna de linfócitos (glóbulos brancos) na medula óssea.
No entanto, Tabacof diz que em outros tipos da doença, como os linfomas (cânceres do sistema linfático) de evolução mais lenta, pode haver regressão espontânea dos tumores em até 20% dos casos. "Como esses tumores geralmente ocorrem em pessoas mais velhas, que muitas vezes já têm outras doenças, podemos não recomendar a quimioterapia imediatamente. Vamos então monitorando o paciente, já que o tumor pode regredir."
Mas Tabacof também já acompanhou casos mais surpreendentes de regressão espontânea, como o de uma paciente que sofria de um linfoma de pele. A doença, conta o médico, provocava coceiras tão intensas que ela pensava em se matar.
"Ela passou por muitos tratamentos, sem resultados consistentes. Até que teve uma melhora que não podia ser atribuída a nenhum tratamento e acabou se curando."
Imunoterapia
"Ninguém sabe bem por que e como esses casos ocorrem", diz à BBC Brasil Caetano Reis e Sousa, pesquisador do centro de estudos britânico Cancer Research UK. No entanto, diz ele, histórias como a de Jordan indicam que existe a possibilidade de criar tratamentos contra o câncer estimulando reações imunológicas nos doentes.
A imunoterapia, como foi batizada a técnica que segue essa premissa, é um dos campos de pesquisa de Reis e Sousa. Ele conta que um método atualmente em fase de testes consiste em gerar infecções intencionais para acionar a defesa natural do corpo.
Por meio dessa técnica, bactérias são conectadas a células cancerosas do paciente em laboratório, no intuito de sinalizá-las como inimigas para o sistema imunológico. Normalmente, nossa autodefesa detecta e destrói células anormais. O câncer surge quando essas células, por serem bastante semelhantes às normais, passam despercebidas pelo sistema. Espera-se que em breve os testes ocorram em pessoas.
Anticorpos de laboratório
Enquanto isso, segundo Tabacof, já há um método de imunoterapia adotado em larga escala mundialmente - inclusive no Brasil. Ele consiste em aplicar no paciente anticorpos fabricados em laboratório e costuma ser usado paralelamente a outros métodos, como a quimioterapia. O médico diz que a modalidade apresenta bons resultados principalmente contra linfomas e cânceres de mama, intestino e pulmão.
Em comparação com a radio e a quimioterapia, o método provoca efeitos colaterais menos intensos e combate a doença de maneira mais específica. Enquanto os pesquisadores tentam desvendar os mecanismos por trás de regressões espontâneas como a do garoto Jordan, a imunoterapia vai ganhando espaço e desponta como uma das frentes mais promissoras nos estudos sobre a cura do câncer.
A mãe parou ao lado do leito de seu filho de 6 anos, que estava doente com leucemia, como qualquer outra mãe, ela gostaria que ele crescesse e realizasse os seus sonhos.
Agora isso já não seria mais possível, por causa da doença terminal. Junto dele, tomou-lhe a mão e perguntou:
-Filho, você alguma vez já pensou o que gostaria de ser quando crescesse?
-Mãe, eu sempre quis ser bombeiro!
A mãe sorriu e disse:
-Vamos ver o que podemos fazer.
Mais tarde, naquele mesmo dia, ela foi ao corpo de bombeiros local e contou ao chefe dos bombeiros a situação de seu filho e perguntou se seria possível o garoto dar uma volta no carro dos bombeiros, em torno do quarteirão.
O chefe dos bombeiros comovido disse:
-Nós podemos fazer mais do que isso!
Se você estiver com seu filho pronto as sete horas da manhã, daqui a uma semana nós o faremos um bombeiro honorário, por todo dia.
Ele poderá vir para o quartel, comer conosco e sair para atender as chamadas de emergência.E se você nos der as medidas dele nós conseguiremos um uniforme completo:chapéu com o emblema de nosso batalhão,casaco amarelo igual ao que vestimos e botas também.
Uma semana depois, o bombeiro chefe pegou o garoto,vestiu-lhe o uniforme de bombeiro e o escoltou do leito do hospital até o caminhão de bombeiros.
O menino ficou sentado na parte de trás do caminhão,e foi até o quartel central.
Parecia-lhe estar no céu...
Ocorreram três chamadas naquele dia na cidade, e o garoto acompanhou todas as três .
Em cada chamada, ele foi em veículos diferentes:no auto-tanque, na van dos paramédicos, e até no carro especial do chefe dos bombeiros.
Todo amor e atenção que foram dispensados ao menino acabaram comovendo-o tão profundamente,que ele viveu três meses a mais que o previsto.
Uma noite, todas as suas funções vitais começaram a cair dramaticamente e a mãe decidiu chamar ao hospital, toda a família.Então, ela lembrou a emoção que o garoto tinha passado como um bombeiro, e pediu a enfermeira que ligasse para o chefe da corporação, e perguntasse se seria possível enviar um bombeiro para o hospital, naquele momento trágico, para ficar com o menino.
O chefe dos bombeiros respondeu:
-Nós podemos fazer mais do que isso!
Nós estaremos aí em cinco minutos.Mas faça-me um favor;quando você ouvir as sirenes e vir as luzes de nossos carros, avise no sistema de som que não se trata de um incêndio,apenas o corpo de bombeiro vindo visitar mais uma vez, um de seus mais distintos integrantes.E também poderia abrir a janela do quarto dele?
Obrigado!
Cinco minutos depois, as viaturas chegaram no hospital. Estenderam a escada até o andar onde o garoto estava no 16º andar os bombeiros subiram.Com a permissão da mãe, eles o abraçaram, e o seguraram e disseram que o amavam.Com a voz fraquinha, o menino olhou para o chefe e perguntou:
-Chefe eu sou mesmo um bombeiro?
-Sim você é um dos melhores, disse ele com estas palavras, o menino sorriu e fechou seus olhos para sempre.
‘’Essa foi uma história verídica’’
‘’Pior do que você querer fazer e não poder, é você poder fazer e não querer ‘’
Dando prosseguimento aos posts da sensacional revista KRIPTA, está aí o número 3, que chegou às bancas no mês de novembro de 1976, para o delírio dos apreciadores e fanáticos pelo gênero. Terror da melhor qualidade!
Neste número, as seguintes (e maravilhosas) histórias:
MARVIN, O MORTO VIVO (História: ALLEN MILGROM / Desenhos: ESTEBAN MAROTO) - Marvin estava sozinho há semanas... desde que se suicidara! Mas Marvin achou uma amiga...
A NOITE DOS DEMENTES: A VEZ DAS CRIANÇAS (História: BRUCE BEZAIRE / Desenhos: JOSÉORTIZ) - O orfanato virou um inferno. As crianças se apoderaram da droga dos dementes... que as transformou em monstros!
LILITH (Historia: NICOLA CUTI / Desenhos: JAIME BROCAL) - Meu nome é Gabriel, Anjo do Senhor. Escrevo estas palavras como um aviso! Acho-me culpado pela tragédia de Lilith! Se não fosse por mim, ela não teria sido criada! Ela nunca teria sido a primeira mulher!
O EXTERMINADOR (História: BILL DUBAY / Desenhos: ESTEBAN MAROTO) - Na Idade Média, seres extraterrenos, grotescos, se espalham pelo campo devorando bebês! E só uma pessoa pode enfrentá-los... O Exterminador!
O HOMEM COBRA (História: GREG POTTER / Desenhos: MARTIN SALVADOR) - A lenda reza que uma criatura estranha vaga pelo deserto numa busca interminável de cobras... só tem um propósito... comê-las cruas!
Se você ainda não leu, baixe correndo, compre uma edição no MercadoLivre, peça emprestado a um colecionador, consiga de alguma maneira. Mas leia! Pecado?... Pecado é NÃO ler!!!
Link para baixar esta edição em PDF (hospedada na Internet): Baixe: KRIPTA 03
O sangue poderia esconder o segredo de uma juventude quase eterna, segundo sugere uma surpreendente investigação.
Após estudar os efeitos do sangue de ratos jovens em ratos mais velhos, encontraram-se provas da existência de algum factor desconhecido, no sangue, que rejuvenesce as células-mãe da medula óssea dos animais velhos.
Eles recuperam a saúde e a juventude que haviam perdido.
Assim as histórias de vampiros podem ter alguma base real ?
O estudo foi dirigido por Amy J. Wagers, e a sua equipe, do Instituto Médico Howard Hughes ( E.U.A ), comprovando que as células-mãe da medula óssea podem regenerar-se graças ao contacto com sangue de indivíduos jovens. Uniram o sangue de ratos jovens com o de ratos velhos, do mesmo grupo sanguíneo, durante várias semanas, as células dos ratos velhos recuperaram depois o estado jovem, tornaram-se mais numerosas e eficazes.
O próximo passo será identificar qual o factor , no sangue, que torna possível esse rejuvenescimento …
( fonte: revista “Más Alla de la Ciência” nº 254, pág. 12 .)
quarta-feira, setembro 15, 2010
ALMANAQUE TARZAN 1965
EBAL - HQ AVENTURAS - P&B
Aí está mais um tesouro hospedado na Internet, para os colecionadores, os admiradores e especialmente para quem ainda não conhece as espetaculares edições em quadrinhos desse grande herói, lançadas pela inesquecível EBAL.
Neste almanaque lançado em 1965, está presente as seguintes histórias do popular herói TARZAN, personagem criado por Edgar Rice Burroughs:
Boldrin, com sua licença... Mas tenho que contá essa aqui:
DITO PRETO E O GUARDA
Quem nunca ouviu falar do Dito Preto lá da minha terra deveras não sabe nada de mim. Pois até hoje não me apareceu amigo melhor – e ele infelizmente partiu fora do combinado, que é como eu costumo dizer. Falo sobre este personagem real que marcou muito a minha vida porque vou contar uma das suas.
O Dito tinha comprado um caminhãozinho ano 1928, Chevrolet, que era apelidado de “cabeça-de-cavalo”. O dito cujo, calhambeque, não tinha mais onde estar estragado. Sem pára-choque dianteiro ou traseiro, sem portas, carroceria podre, toda torta, pintura enferrujada que não dava nem pra ver a cor do bicho. Enfim, era aquele despropósito de viatura.
Mas, como o motor estava retificado, e esses motorzinhos vão longe até não sei quando, para o que ele queria de sua serventia tava pra lá de bom. Era só para o trabalho de puxar cana nas fazendas da redondezas, e isso ele agüentava bem.
Aos sábados, que era dia de folga do Dito – e é num desses dias em que se passa o nosso causo -, o Dito como sempre toma o rumo da Via Anhanguera, que leva até o rio Sapucaí, que está bem pertinho da nossa terrinha, que é São Joaquim da Barra, que foi onde eu e o Dito nascemos já faz um tempão.
Pois bem: ao pegar a referida estrada, num trecho onde estava sendo inaugurada uma melhoria no asfalto, eis que aparece, para surpresa do Dito, um enorme guarda rodoviário, fazendo sinal para ele, o Dito, encostar.
Dito foi com seu caminhãozinho para a direita da estrada e, lá embaixo, depois de rodar uns 100 metros, foi que parou com tudo. Não se ouvia mais nem o ronco do motor do calhambeque, que era aquela coisa sem definição, de tanto se misturar com o barulho de lata velha e carroceria podre. O diálogo que se seguiu entre ele e guarda, depois de o mesmo ter andado muito pra chegar até o lugar, foi assim:
GUARDA – Boa tarde (eram 6 da tarde, que é hora de pescaria).
DITO – Boa tarde, sim sinhô.
GUARDA – Vamos ver se está tudo em ordem?
DITO – Vamo sim, sinhô. Tô aqui pra colaborá com a polícia.
GUARDA – A carta?
DITO – Que carta, sêo guarda?
GUARDA – A carta de motorista, ué. Que carta poderia ser?
DITO – Ahn... essa, num tenho não. Num deu tempo d´eu cumprá a carta ainda.
GUARDA – Documento do carro?
DITO – Que documento?
GUARDA – Documento de propriedade do carro. Documento que prova que o carro é seu.
DITO (ofendido) – Pelo amor de Deus! O carro é meu. Comprei ele à prestação do Coroné Lindário. Pode perguntá lá em São Joaquim. Todo mundo me cunhece.
GUARDA ( já meio impaciente) – Mas o senhor tem que ter esse documento, meu amigo. Quer dizer que não tem?
DITO – Não sinhô. Esse documento, também num tenho não. Mas assim que eu pudé eu compro ele também...
GUARDA (indo à frente do caminhãozinho) – Ascenda os faróis.
DITO – O sinhô vá descurpá. O faró da esquerda tá queimado. E o da direita tá sem luz.
GUARDA – O senhor não tem nem pára-choque! É o que estou vendo.
DITO – Não, sinhô. Onde eu trabaio num pricisa. Num tem choque cum nada. É nas fazenda, puxando cana.
GUARDA – Buzina? O senhor tem?
DITO – Não, sinhô . num tenho também não. Num vô mentí pro sinhô. O sinhô acha que eu vô gastá dinhero cum supérfuo?
GUARDA (já meio irritado com tudo) – Eu espero que, pelo menos, breque o senhor tenha.
DITO – Se eu tivesse breque tinha parado lá atrás, quando o sinhô mandô!
GUARDA (já puto) – Não tem breque também, não é?
Pois bem: o senhor não tem carta, não tem documento, não tem farol, não tem buzina, não tem breque... Olha, meu amigo, se eu for multar o senhor, nem vendendo este caminhão vai dar pra pagar tanta multa. Onde o senhor está indo agora?
DITO (calmo) – Tô indo pescá uns peixinho no Sapucaí, que fica logo ali, ó.
GUARDA (puto, mas muito compreensivo) – Vamos fazer uma coisa. Faz de conta que eu não vi o senhor. Pode ir embora com o seu “veículo”.
DITO (calmamente, do seu jeito gaiato) – Então, sêo guarda, me faz um favô. Dá uma impurradinha no bicho que eu tô sem bateria tomém...
Contava o Dito que o guarda, numa boa, empurrou sozinho o tal “cabeça-de-cavalo” Chevrolet.
por Rolando Boldrin
quarta-feira, setembro 08, 2010
JAMBALAYA (ON THE BAYOU)
xxJambalaya - Crawfish Pie - Fillet Gumbo xx xxxx A MÚSICA - A LETRA - A TRADUÇÃO - O PRATO - A RECEITA...xxxxx
Talvez essa seja uma das músicas que mais ouvi na vida... querendo ou não. Isso tocava muito na década de 1970, na versão de John Forgety e seu The Blue Riders Rangers, pós Creedence. Foi com essa versão que travei conhecimento com essa música, a primeira das muitas vezes que a ouvi pela vida afora. Só depois que a conheci com Hank Williams, Brenda Lee, Carpenters, Emmylou Harris e tantos outros.
O texto abaixo, os mapas e a foto do prato copiei do Blog do Virgílio Freire, (http://virgiliofreire.blogspot.com/ ) com a sua permissão, a quem agradeço muito:
Numa tarde de verão a alguns anos atrás, estava de férias e aluguei um carro em Miami. Dirigimos até New Orleans, na Luisiana. Quando estávamos chegando perto de New Orleans, o rádio do carro, ligado, de repente começou a tocar um tipo de música diferente, parecido com o Country americano, mas diferente. E mais surpreso fiquei quando o locutor começou a falar – em Francês. Em pleno Sul dos Estados Unidos, uma rádio em Francês!
Achei incrível aquilo, e fui me informar mais. Descobri que a Louisiana é o único Estado nos EUA que não adota a jurisprudência inglesa e sim as leis napoleônicas, que é um Estado bilíngüe, onde se fala inglês e Frances, e que os descendentes dos franceses se chamam “Cajun”. No mapa ao lado você vê a área de cultura Cajun no Estado da Louisiana.
Tudo começou em 1604 quando os franceses fundaram uma colônia chamada Acádia, no Canada, na região onde hoje se encontram as províncias de Nova Escócia, New Brunswick e Ilha do Príncipe Edward. AA colônia, primeira a ser estabelecida pela Franca na America do Norte, ficava em Port-Royal, em uma pequena ilha chamada Ile-Ste. Croix. Durante o século 17, cerca de sessenta famílias francesas se estabeleceram em Acádia. Estabeleceram relações amistosas com os índios Mi'kmaq, utilizando as técnicas de pesca e caca dos índios.
Entre os anos 1756 a 1763 a Europa foi envolvida na Guerra dos Sete Anos, em que de um lado ficaram a Inglaterra, a Prússia, Portugal e a Irlanda, contra a Franca, Rússia, Suécia, Saxônia e a Espanha.
No dia 12 de Setembro de 1759, o General inglês James Wolfe cruzou suas tropas através do Rio St. Lawrence, no Canada, em frente à cidade Francesa de Quebec, e enfrentou as tropas francesas na Planície de Abraham, no que ficou conhecido como a Batalha das Planícies de Abraham. Os franceses eram comandados por Louis-Joseph, Marques de Montcalm. Os dois comandantes morreram na batalha, mas os ingleses foram vencedores, e tomaram Quebec. Em menos de quatro anos, os franceses haviam perdido para os ingleses todos os territórios que haviam colonizado no Canada.
No tratado de Utrecht, em 1713, a França cedeu grande parte da Acádia, onde hoje está a Nova Escócia, aos Ingleses. Em 1754 o Governo Britânico exigiu que todos os cidadãos Acadianos prestassem um juramento de fidelidade à coroa Britânica, o que implicava em serviço militar no exercito inglês. Os acadianos se negaram, ate porque isso comprometeria sua fé católica, já que a Inglaterra era Anglicana e Protestante. O Coronel Charles Lawrence então ordenou a deportação em massa dos Acadianos. Segundo o historiador contemporâneo John Mack Faragher, os ingleses fizeram o que atualmente chamamos de “limpeza étnica” na Acádia. Cerca de 14.000 acadianos foram deportados, no que ficou conhecido como “A Grande Expulsão” (Le Grand Derangement). Suas casas foram queimadas, suas terras confiscadas. Famílias foram separadas, e os acadianos dispersados por todas as terras Britânicas na America do Norte. Gradualmente, alguns conseguiram emigrar para a Louisiana onde mantiveram o nome de “Acadiens” que os ingleses e norte americanos pronunciavam como “Akeidians”. Dessa palavra veio a abreviatura “Keijum”. Ou na grafia atual, “ Cajun”.
Os Cajun da Louisiana guardam ate hoje suas raízes, sua cultura francesa, a língua, a música, a religião católica, o hábito de famílias grandes. Em 2003, a pedido dos representantes Acadianos, o Governo do Canadá emitiu uma proclamação reconhecendo a deportação, e estabelecendo o dia 28 de julho como data de comemoração e reconhecimento do fato.
Em 1803, a presença francesa na América do Norte foi definitivamente extinta, com a venda do território da Louisiana (muito maior do que o atual estado da Louisiana. Estendia-se desde o Canadá até New Orleans, veja mapa ao lado.). Até esta data, apesar de haverem perdido suas colônias no Canadá, os franceses ainda tinham cerca de 23% do que é hoje o território dos Estados Unidos. Napoleão Bonaparte aceitou uma oferta do Presidente Thomas Jefferson e vendeu por apenas 23 milhões de dólares em valor atual todo o território da Louisiana. A área total vendida foi de 2,1 milhões de quilômetros quadrados. Para se ter uma idéia da extensão da área comprada pelos Estados Unidos, nela estão hoje os Estados de Arkansas, Missouri, Iowa, Oklahoma, Kansas, Nebraska e parte de Minnesota, grande parte de Dakota do Norte, quase todo o Estado de South Dakota, o noroeste do Novo Mexico, o norte do Texas, e partes de Montana, Wyoming e Colorado, e, claro, o Estado de Louisiana, incluindo a bela cidade francesa de New Orleans. O mapa ao lado mostra a área comprada pelos Estados Unidos.
Com isso, os Cajun se tornaram cidadãos americanos, mas de novo mantiveram sua cultura, sua identidade e sua língua.
A cozinha Cajun é completamente diferente da americana, bastante apimentada, e inclui muitos frutos do mar. Um dos pratos mais típicos é exatamente a Jambalaya, uma caldeirada de frutos do mar, cuja receita você tem abaixo.
A Jambalaya é preparada em uma grande panela onde vão frango, lingüiça, (andouille ou defumada). Legumes, arroz, tomates, peixes, crustáceos, são adicionados, e a trindade (cebola, salsa e pimenta verde), como todos os pratos Cajun. Deixa-se ferver por cerca de 20 a 60 minutos, dependendo da receita. Depois é coberta e abafada por pelo menos meia hora.
Outros pratos típicos Cajun são o Fillet Gumbo, e o Etoufée, que também levam crawfish, lagosta, e camarão.
Às vezes usa-se carne de jacaré, “alligator” que é um animal presente nos pântanos da Louisiana, os “Bayous”.
A LETRA...
JAMBALAYA (ON THE BAYOU)
Goodbye, Joe, me gotta go, me oh my oh.
Me gotta go, pole the pirogue down the bayou.
My Yvonne, the sweetest one, me oh my oh.
Son of a gun, we'll have big fun on the bayou.
Jambalaya and a crawfish pie and fillet gumbo
'cause tonight I'm gonna see my ma cher amio.
Pick guitar, fill fruit jar and be gayo,
son of a gun, we'll have big fun on the bayou.
Thibodaux, Fontaineaux, the place is buzzin',
kinfolk come to see Yvonne by the dozen.
Dress in style and go hog wild, me oh my oh.
Son of a gun, we'll have big fun on the bayou.
Jambalaya and a crawfish pie and fillet gumbo
'cause tonight I'm gonna see my ma cher amio.
Pick guitar, fill fruit jar and be gayo,
son of a gun, we'll have big fun on the bayou.
Settle down far from town, get me a pirogue
and I'll catch all the fish in the bayou.
Swap my mon to buy Yvonne what she need-o.
Son of a gun, we'll have big fun on the bayou.
Jambalaya and a crawfish pie and fillet gumbo
'cause tonight I'm gonna see my ma cher amio.
Pick guitar, fill fruit jar and be gayo,
son of a gun, we'll have big fun on the bayou.
A TRADUÇÃO...
Vou embora, Joe, tenho que ir, me oh my oh
Tenho de ir, amarrar a canoa no bayou (Bayous são mangues da Luisiana, alagados, onde o transporte é por canoa, ou botes com imensas hélices em cima)
Minha Ivone, a mais doce, me oh my oh.
Companheiro, vamos nos divertir muito no bayou
Thibodaux, Fontaineaux, tá tudo agitado (Observe os nomes franceses dos povoados)
O povo vem ver Ivone às dúzias
Se arrume todo, se solte todo, me oh my oh
Companheiro, vamos nos soltar e nos divertir no bayou
Jambalaya e torta de lagosta e Fillet gumbo (filé de peixe preparado com o tempero Gumbo, à base de pimenta caiena, da Luisiana)
Pois hoje à noite eu vou ver “ma cher amio” (francês=minha querida amiga)
Pegue a guitarra, encha a jarra de ponche e fique alegre
Companheiro, vamos nos divertir no bayou
Se acomode longe da cidade, pegue uma canoa (pirogue, em francês)
E vamos apanhar todo o peixe do bayou
Vou gastar meu dinheiro (mon) para comprar para Ivone tudo que ela precisa
Companheiro, vamos nos divertir no bayou
Jambalaya e uma torta de lagosta e fillet gumbo
Pois hoje à noite vou ver minha querida amiga (ma cher amio)
Pegue a guitarra, encha a jarra de ponche e se alegre
O PRATO...
para encerrar, uma bela foto do prato Jambalaya. Visite a Louisiana e desfrute a História!
ALGUNS VIDEOS...
JOHN FORGETY E BLUE RIDE RANGERS, um vinil de 45 rpm: